Historial - Freguesia de Mirandela

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Mirandela, Mirandela,
Mira-a bem, ficarás nela.
Quem Mirandela mirou,
Em Mirandela ficou.


Em pleno coração de Trás-os-Montes, no distrito de Bragança, Mirandela, freguesia da sede de concelho com o mesmo nome, está situada em terrenos semi-planos e vales alargados. O seu orago é Nossa Senhora do Amparo.

Do seu nome crê-se que poderá derivar de Miranda a que se acrescentou o diminutivo ela tendo sido D. Dinis que assim a baptizou.

A agricultura tradicional era, nos primeiros tempos, a principal actividade económica, apenas cedendo espaço a alguma pecuária mas, com o desenrolar dos anos, outros sectores importantes foram surgindo e acompanhando o crescimento e modernização da cidade.

Povoamento bastante antigo, facto a que não são alheias a proximidade do rio Tua e a fertilidade dos terrenos, muitos povos foram atraídos por estas fantásticas condições de sobrevivência e os vestígios arqueológicos existentes na região atestam bem esta preferência dos nossos antepassados.

O Castelo Velho ou Mourel, por exemplo, é ainda um testemunho da passagem romana por estas paragens.

Os primeiros tempos da nacionalidade trazem mais referências a esta terra e, consequentemente, um maior desenvolvimento da freguesia.

D. Afonso III concedeu carta de foral a Mirandela a 25 de Maio de 1250 e, em 1282, é D. Dinis quem lhe aufere um novo impulso, ao fazer uma carta de transferência da Villa de Mirãdella do sítio do Castelo Velho para o Cabeço de S. Miguel, concedendo-lhe novo foral a 7 de Março de 1291 e elevando-a definitivamente a concelho.

No numeramento de 1530, ordenado por D. João II, estão apontados os limites do concelho que era "comprido coatro légoas e ê largo outras coatro" contendo 25 freguesias.

Durante a "Monarquia do Norte" houve em Mirandela um combate e como a guarnição de Vila Real não dispunha de pessoal nem material para resistir às forças monárquicas vindas do Porto, retirou para Chaves, deixando a capital do distrito ocupada pelos rebeldes que passaram a fazer incursões sobre Mirandela, pela estrada de Murça.

Mirandela, sede do extinto Regimento de Infantaria de Reserva nº 10, com uma pequena força de guarnição, algumas praças da Guarda Nacional Republicana, da Guarda Fiscal e alguns civis, defendeu com um grande espírito combativo, a primeira tentativa de ocupação. Passado o pânico dos primeiros conflitos e sabendo o comandante militar de Mirandela que forças mais numerosas procuravam ocupar aquela vila, solicitou reforços de Chaves e Bragança. Apesar da chegada dos reforços, as tropas leais tiveram de retirar, terminando com algumas baixas o último combate de Mirandela. Mais tarde, a cidade foi condecorada com o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre-e-Espada recebendo solenemente as insígnias a 1 de Agosto de 1920.

Existiam na freguesia as ruínas de um Castelo presumivelmente mandado construir por D. Dinis e que pertencia aos Távoras, donatários da vila, sendo por isso conhecido por Palácio dos Távoras. Em 1759, estes fidalgos perderam os seus senhorios e o edifício esteve abandonado cerca de 115 anos, encontrando-se completamente degradado quando os Condes de S. Vicente (da mesma família) o reconstruíram.

Passou mais tarde para a posse do Conselheiro Daniel Tavares e depois para a Câmara Municipal que o adaptou a quartel. Em 1903 foi adquirido pelo Ministério da Guerra e actualmente é sede dos Paços do Concelho. Um dos mais notáveis monumentos locais é a ponte sobre o Tua. É uma extensa ponte de cantaria, com 20 arcos, embora inicialmente fossem 22, e grades de pedra, com os pilaretes de metro a metro. Está classificada como monumento nacional.

Com o 25 de Abril e o regresso de portugueses das ex-colónias, o aumento populacional que se verificou, deu um novo impulso a Mirandela, resultando num aumento das estruturas e edifícios, proporcionando novos investimentos e ajudando na luta contra a desertificação.

A freguesia de Mirandela, sede de um extenso concelho, dispõe de uma situação geográfica muito favorável e compreende os lugares de Bronceda, Freixedinha, Golfeiras e Vale de Madeiro.

Golfeiras é um lugar completamente absorvido pelo crescimento da cidade e anexado pelas habitações que se estendem até aos Peleiros, Sardão ou Boavista. Bronceda, junto ao Tua e para o lado da sua foz, continua a ser um pequeno povoado essencialmente rural ansiando por uma estrada que não seja a de terra que ainda vai garantindo a sua ligação ao exterior. Vale de Madeiro, mesmo no cimo de um monte, na parte oriental do concelho, não deixando de ser tipicamente rural, tem-se mantido e até aumentado o seu número habitacional. Finalmente, a anexa Freixedinha é uma aldeia tão típica quanto pequena, também situada numa elevação sobranceira à cidade e dona de um dos melhores miradouros sobre a sede de concelho e sobre os vales dos rios Tua, Tuela e Rabaçal, o que lhe empresta um ar extremamente saudável e fresco.

Por toda a freguesia se podem encontrar magníficos jardins, sendo que, na terra da Alheira, o culto da flor invadiu todos os espaços, rodeando monumentos e edifícios. O conceito de Mirandela "cidade-jardim" é também aplicado à freguesia, uma vez que esta está completamente inserida, tanto geográfica como culturalmente, na sede do concelho.

Caraterização da Freguesia de Mirandela

Mirandela é uma das 37 atuais freguesias do concelho de Mirandela. Tem uma área de 29,78 Km2 e, de acordo com os Censos 2011, tinha 11 924 habitantes.

Ligados à freguesia de Mirandela encontram-se os antigos executivos da Junta e da Assembleia de Freguesia, merecendo constar desta página:

PRESIDENTES DA JUNTA

1946 a 1949
Presidente - Alfredo João Pires
Secretário - Hipólito Seramota
Tesoureiro - João Baptista Martins

1951 a 1954
Presidente - Alfredo João Pires
Secretário - João Baptista Pereira Rego
Tesoureiro - João Baptista Martins

1955 a 1958
Presidente - Alfredo João Pires
Secretário - Daniel Raul Moreira
Tesoureiro - Manuel Joaquim Ferreira

Membros substitutos - Francisco Emílio Golias,
Manuel Fernandes Ramos, Eduardo José Botelho

1960 a 1963
Presidente - João António Vilares
Secretário - Manuel Joaquim Ferreira
Tesoureiro - João Luís Belo

1972 a 1974
Presidente - Luís das Neves Teixeira
Secretário - Daniel Raul Moreira
Tesoureiro - Avelino Geraldo Pereira

1974 a 1977 (Comissão Administrativa)
Presidente - Viriato Emílio Martins
Vogal - Manuel Joaquim Ferreira
Vogal - Francisco Manuel Teixeira


07/02/80- Domingos Gomes Vieira e Melo
09/05/83- José Floriano Oliveira Fonseca
10/01/86- Domingos Gomes Vieira e Melo
07/08/86- Manuel Inácio

1990 a 1993- António João Almeida Lima

1994 a 1997- José António Rodrigues Guerra dos Santos

1998 a 2001- José Manuel Correia de Morais

2002 a 2003 -
Rui Fernando Moreira Magalhães

2006 a 2009 - Rui Fernando Moreira Magalhães

2010 a 2013 - Rui Fernando Moreira Magalhães

2014 a 2017 - José Eduardo Gomes de Almeida



PRESIDENTES DA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA

31-12-77 - Armando Anjos Alves
28-01-80 - António Manuel Lemos
30-03-80 - Manuel Martinho de Carvalho
21-01-83 - Helder Valdemar Pires
07-02-86 - Fernando Augusto dos Santos
03-09-87 - José Floriano Oliveira Fonseca
26-01-90 - Adelino José Esteves
03-01-94 - Artur Pinto Gouveia
07-01-98 - António Alfredo Mós
1998 a 2001 -
António Alfredo Mós
2002 a 2005 - Roger do Nascimento Ferreira
2006 a 2009 - António José Rodrigues Andrade
2010 a 2013 - António José Rodrigues Andrade
2014 a 2017 - Fernando Jorge Pires Cruz

 
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